Ficamos tão compenetrados no presente, que nos esquecemos que futuramente ele será o nosso passado. Deixamos a rotina tomar conta, as coisas acontecerem, muitas das vezes desistimos antes mesmo de tentar, por insegurança, por deixar a lupa do medo nos aprisionar. Mas para cada ação, existe uma consequência, um resultado, e esse muitas das vezes não são agradáveis.
Os dias passam tão rápidos, e cada dia que passa leva embora um pedacinho da gente, que não se pode recuperar, muitas das vezes as lembranças doí, e a vontade de voltar ao passado toma conta, invade o nosso corpo, a nossa alma os nossos pensamentos, o desejo de apagar tantas coisas, de pode recuperar todos aqueles dias em que não dissemos nada ou em que falamos demais, o dia em que preferimos não sair, que preferimos não demonstrar o que sentimos, aquele dia que foi perdido, aquele dia que só depois de muito tempo percebemos o quanto iria alterar todas as nossas vidas. Foi por causa daquele dia, daquele momento, que tempos depois derramamos tantas lágrimas, e foi por causa daquele dia, que percebemos quão pesadas são as nossas escolhas.
E por isso que muitos se apegam a ideia de destino, pois essa tira um pouco a responsabilidade das nossas costas, acreditar que alguém seja o culpado por o que esta acontecendo, pensar que não foi nós que escolhemos, se conformar que já estava traçado, isso tudo ameniza um pouco a nossa dor e principalmente a nossa culpa.
Mas se enganar não é a solução, todos nós escutamos que as escolhas de hoje, formam o nosso futuro, mas quem presta atenção em conselhos e textos?
Afinal viver o hoje é o que interessa, sim, mas viver com responsabilidade, temos que ter em mente que as nossas vidas são como pedras ou árvores, e que depois que escrevemos algo, não mais apaga, depois de feito, de decidido, de ferido, fica marcado, e muitas das vezes o que fica marcado trás uma profunda infelicidade.
Os amigos, os amores, os familiares que muitas das vezes perdemos, por nossa culpa, por não sabemos valorizar,por pensamos que as pessoas nos ama demais para nos deixar, só que nascemos para perder as pessoas que amamos, e a pior dor é perder alguém, perder alguém mais continua vendo, falando, sabendo o que esta acontecendo, o que se passa, mas não chegarmos perto, ser apenas um mero telespectador, e não mais atuar na vida da pessoa amada.
A vontade de tentar, de fazer diferente as vezes invade, mas o orgulho ou o medo nos impede rapidamente, e ficamos com a nossa esperança cansada, morta, esperando algo que sabemos que não irá acontecer, que não iremos possuir.
Como pode o medo ser mais forte do que a coragem?
Como pode o sonho ser mais fraco do que o orgulho?
O presente passa, e com ele passa as nossas vidas, as nossas oportunidades, encontramos a felicidade diariamente, mas não percebemos e a deixamos escapar, deixamos ela ir embora, e só depois com calma percebemos o quanto feliz poderíamos ser, se tivéssemos feitos outras escolhas, outros rumos, no entanto, ao invés da felicidade o que nos acompanha é o arrependimento, a vontade de voltar, de alterar tudo, de tirar de colocar pessoas nas nossas vidas.
Nos sobra apenas um falso sorriso, um coração magoado, cansado, maltratado...sentimentos que com o passar do tempo ficam feridos e muitas das vezes parecem estar anestesiados, pois não mais reage.
E mesmo quando sabemos de tudo, de quem é a culpa, insistimos em querer lança-lá para alguém, é tão difícil aceitar que tivemos a oportunidade, que a felicidade estava nos chamando, mas por medo nós desistimos de tentar.
É tão dificil reconhecer que a culpa das nossas escolhas, pertence somente a cada um de nós.
E o resultado, é que nos concentramos tanto nas derrotas, e passamos a esquecer que há algo muito mais importante, e de muito mais valor...o nosso prémio.
Somos capazes de assumir as nossas vitórias e nos vangloriamos por elas, mas não reconhecemos as nossas derrotas, e reconhecer-lás também se torna uma vitória, um grande prémio.
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segunda-feira, 15 de junho de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
As portas do inferno...
Enganam-se aqueles que pensam que infernos não existem.
Eles estão nas cidades, em prédios arquitetados, rigorosamente construídos.
Camuflados de cadeias, hospitais e hospícios.
Quem entra neles percebem todo o sofrimento vivido.
O cansaço é evidente.
O medo esta sempre presente.
A dor é o pior castigo.
Um lugar de tormento, considerado o pior inimigo.
Desesperados são os que lá encontram-se.
Procuram alivio, sem êxito obter.
Tentando fugir, de um maldito lugar, em que vêem a morte funesta amedrontar.
Os gritos, os olhares, os passos sem esperança.
A ansiá da angustia, constante desconfiança.
Contando os dias, querendo se libertar.
De um ambiente, em que o tempo não passa.
E a escuridão toma conta.
Abrem-se as portas dos infernos, e observam-se as lágrimas dos que foram aprisionados.
E na noite as trevas, mostra-se o terror.
Arrefecidos em solidão.
Em um mundo destruído, só observar-se os caos.
As doenças e os crimes, são as provas do hospício coletivo em que vivemos.
Estão todos cegos e nem conseguem notar, que pior inferno do que esses é impossível encontrar.
Eles estão nas cidades, em prédios arquitetados, rigorosamente construídos.
Camuflados de cadeias, hospitais e hospícios.
Quem entra neles percebem todo o sofrimento vivido.
O cansaço é evidente.
O medo esta sempre presente.
A dor é o pior castigo.
Um lugar de tormento, considerado o pior inimigo.
Desesperados são os que lá encontram-se.
Procuram alivio, sem êxito obter.
Tentando fugir, de um maldito lugar, em que vêem a morte funesta amedrontar.
Os gritos, os olhares, os passos sem esperança.
A ansiá da angustia, constante desconfiança.
Contando os dias, querendo se libertar.
De um ambiente, em que o tempo não passa.
E a escuridão toma conta.
Abrem-se as portas dos infernos, e observam-se as lágrimas dos que foram aprisionados.
E na noite as trevas, mostra-se o terror.
Arrefecidos em solidão.
Em um mundo destruído, só observar-se os caos.
As doenças e os crimes, são as provas do hospício coletivo em que vivemos.
Estão todos cegos e nem conseguem notar, que pior inferno do que esses é impossível encontrar.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Estranhas Palavras...

Palavras ditas, que não são entendidas.
Palavras escritas, não compreendidas.
Que dói sem perceber.
Palavras que eu não queria ouvir, palavras que eu não queria que existisse.
Mas que ecoam nos meus ouvidos, como se não tivessem fim.
Que me aterroriza, que me amedrontam, que me enfraquece.
O caminho que não se pode voltar atrás.
Que por mais que se tente, sempre deixará marcas incapazes de se apagar.
Estranhas palavras sem compreensão.
Estranho mundo em plena insatisfação.
Sentimentos que não podem ser expressos em palavras, apenas sentido, que vem mortalmente ferindo.
E o que eu penso, que diferença faz?
Do que adianta planos? Se não coloco em pratica.
Do que adianta sonhos? Se eu não procuro realizar.
São apenas palavras que formam o que eu quero ser, mas palavras impossíveis de ser decifradas.
Que apenas preenche um vazio que existe em mim.
É o meu refugio, é a minha fortaleza, é o que me dar poder.
É o meu medo, a minha coragem, minha desilusão e a minha esperança.
Palavras que me ajudam a enfrentar, o caminho tão obscuro e difícil de se seguir.
Que me ajuda a curar essa dor, que me ajuda a esquecer o que eu só vivo a lembrar.
E eu vou me perdendo nas palavras, tentando me encontrar.
E as palavras que eu queria dizer, não tenho capacidade para pronunciar.
E não adianta escrever, se me falta forças para falar.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Consternação.

Quando eu acho que estou vendo a minha felicidade, ela desaparece.
Como uma miragem, que vai sumindo aos poucos.
E eu fico nesse imenso deserto, vazio com uma grande solidão.
E as perdas me machucam tanto.
E minhas lágrimas ferem ao cair.
E o sorriso que se fazia tão presente, que alegrava o meu coração.
Some sem ao menos me dá satisfação.
E as preocupações rodeiam a minha mente.
O medo da perda, de novo se faz tão presente.
Parece que está tudo trancado, e que não tem como sair.
Eu olho pra todos os lados, tentando me libertar, tentando fugir.
E o sentimento de culpa, por ainda me achar tão inocente.
Me leva a grande consternação, por não ter a certeza.
E o meu pensamento só sabe dizer não.
As vezes ouvir a verdade traz um dor que deixam grandes marcas, talvez sem cicatrização.
Ó realidade dura e cruel, que não se deixa enganar, ela apenas nos mostra caminhos, ao qual temos que optar, e eles nem sempre são fáceis de se percorrer.
Talvez eu não suporte, mas ainda não aprendi o que é desistir.
E mesmo sem perceber, eu vou lutar até depois do fim.
Minha única esperança é que eu não perca, pois a confiança ainda prevalece em mim.
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